sábado, 18 de julho de 2009

-.- Uma saudade enorme...


...E assim eu vou escrevendo, tentando extrapolar essas emoções que insistem em me dominar, fazendo com que eu sinta cada vez mais todas as palavras que escrevo...
Escrevo mecanicamente;
Escrevo como se cada palavra fosse a última, como se esse sentimento fosse se esgotar logo após a palavra seguinte;
Escrevo na esperança de que essa agonia se encerre e me faça não sonhar mais com você;
Escrevo para que não haja mais palavras,
Escrevo para que os sentimentos se esgotem no meu peito, mas a cada palavra, mais e mais palavras surgem;
Assim como o dia vem depois da noite, assim como a noite vem após o dia, assim como fonte que não se cansa de jorrar...
Escrevo na esperança de que se essa água por um milagre se encerre,
Escrevo para que talvez num segundo milagre, eu consiga dormir sossegada e aliviada;
Escrevo para que se esgotem as palavras, as lágrimas e o sentimento...

3 comentários:

Náhira Brunelle disse...

Quanto mais escreveres, mais palavras terá para continuar escrevendo!
Não demore muito de escrever, ok?!
E aí, nenhum resultado sobre aquele "problema"?!

beijinhos

Vinícius Aguiar disse...

Continue escrevendo, para que, acima de tudo, essas palavras consigam tirar de dentro de vc a angústia de uma perda, e te tragam a esperança d eum futuro, que com certeza absoluta brilhará, assim como brilha pra todos!

Rodriguez disse...

"Sei lá, tanta coisa eu tenho aqui pra te dizer...
Tanta coisa eu tenho em mim pra falar pra você.
Tanta coisa eu tinha mas não tenho mais, tanta coisa que ficou pra trás, mas agora vai.
Agora vai ficar meio ridículo, como todas as cartas de amor, que eu nunca te escrevi.
Agora, se você tivesse aqui, se você quisesse ouvir, agora, se você pudesse me seguir, eu ia te levar pra conhecer todo aquele sentimento que eu não soube te dizer.
Se você pudesse vir, se você pudesse ver, aqui dentro, onde o tempo não soprou o vento que faz esquecer, eu ia dizer tudo de uma vez...
Não sei, eu acho que eu não ia dizer nada.
Ou fazia tudo ao mesmo tempo, gritando o meu silêncio na nossa voz calada.

Um lábio sabe mais que um sábio diz saber.
Sei lá... A língua lambe mas não sabe o que dizer.
Sei lá... A lábia fala mas não faz acontecer.
Sei lá... E o silêncio fica imenso sem você"