
Por mais que eu tente, estou conseguindo; vou tentando marchar... seguindo o ritmo das fúnebres canções que me envolvem lentamente, transformando-me assim, zumbi, escrava de meu próprio ressentimento e do meu próprio coração.
Observo minha mente obscura que outrora foi alegre e cheia de cor...
Tenho que marchar... preciso continuar marchando... tenho que encontrar uma luz que me impeça de ser refém de mim mesma... tô tentando... tentando... é assim que vou conseguir...
Minha própria cabeça me diz no quanto sou tola em me importar com coisas que não fazem sentido, mas não consigo ignorar nada que acontece a minha volta...
Quero de volta sorrisos e afagos, quero de volta lembranças e saudades de um tempo que foi bom;
Quero de volta as páginas de alegria que antes eu escrevia;
Quero de volta o meu amor próprio, o sentimento narcisista que havia em mim...
Quero sorrir novamente sem culpa, sem medo de ser eu mesma,sem medo de ser feliz...